Voltar para o site João Fellipe Guimarães Beher

Como lidar com uma lesão na coluna?

Publicado em

Como lidar com uma lesão na coluna?

Uma lesão na coluna pode ser causada por traumas que são capazes de romper uma vértebra e, consequentemente, cortar/comprimir/danificar a medula espinhal - uma massa de tecido nervoso que conecta o cérebro ao resto do corpo.

Uma lesão na coluna pode ser causada por traumas que são capazes de romper uma vértebra e, consequentemente, cortar/comprimir/danificar a medula espinhal - uma massa de tecido nervoso que conecta o cérebro ao resto do corpo e vai da base do crânio até a vértebra lombar. A coluna vertebral é formada por 33 vértebras ligadas por articulações e separadas por discos de cartilagem. É essa pilha de vértebras que protege a medula espinhal.

Nossos movimentos e sensações são comandos cerebrais conduzidos pela medula. Esses comandos estimulam os músculos de todo o corpo, mas, no caso de uma lesão, podem ser comprometidos. Quando a medula é afetada, pode haver perda de movimentos e sensações abaixo do trauma (lesão completa) ou preservação de certas funções motoras e sensações (lesão incompleta). Quanto mais alta a lesão, maior a gravidade pela proximidade com a região cerebral.

No Brasil as ocorrências que traumatizam a coluna estão relacionadas a acidentes de trânsito, a ferimentos por armas de fogo, quedas e até mergulhos em águas rasas. No primeiro momento, o indivíduo passa a não sentir nada abaixo do nível da lesão e entra em um estado de choque medular, perdendo a movimentação e a sensibilidade dos membros.

Os primeiros-socorros envolvem, antes de mais nada, verificar a respiração do acidentado. O segundo passo é chamar o resgate, que está bem treinado para fazer o transporte e a imobilização. Feito o socorro, os médicos buscam um diagnóstico preciso e estabilizar a coluna para evitar a piora da lesão. Trata-se de um quadro muito delicado porque primeiro é preciso saber o quanto de recuperação neurológica o indivíduo pode alcançar e o quanto é possível trabalhar em cima disso - o que pode levar meses e até anos.

O tratamento depende da localização da lesão. A princípio, os procedimentos visam a redução de riscos e a minimização de danos, além de preservar a sanidade psicológica do paciente que, a essa altura, estará bem fragilizado física e mentalmente. A cirurgia é indicada sempre que há instabilidade da coluna ou fratura/projeção do disco e fragmentos ósseos que podem comprimir a medula. A terapia é extremamente especializada e multidisciplinar, que visa, especialmente, manter as articulações de movimento e assegurar a independência pessoal. Um paraplégico, por exemplo, pode morar sozinho, casar, ter filhos. O objetivo é melhorar ao máximo a qualidade de vida de alguém que sofre este tipo de acidente.

Atualmente, existem várias possibilidades de controlar o trauma raquimedular. Desde drogas que podem reduzir o processo inflamatório no pós-trauma e minimizar a lesão até fisioterapias que exploram todas as capacidades de movimento, por menores que sejam. Não existe uma fórmula mágica para a cura do trauma raquimedular, o que existe é um trabalho minucioso e delicado para que a recuperação do paciente possa ser a melhor possível.

Fonte: Medical Site